Na tentativa de viver cada dia buscando curar minhas dores, a cada passo que dou, vejo que realmente entrei em um caminho sem volta.
Eu olho para trás e sinto uma enorme estranheza quando penso em quem já fui. O peso do pessimismo (ou do choque de realidade) é ruim de carregar.
Quando a tristeza se faz muito presente, ela é capaz de nos separar de nós mesmos de uma forma cruel. Então, no fim das contas, você reconhece que não dá para ser o mesmo, aí continua a se reconstruir da forma que pode, meio que implorando para não desmoronar de novo, sabendo que é constante o risco disso acontecer novamente. Principalmente se você esqueceu como faz para parar de sofrer.